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F. Falcão-Machado

Alívio?

Extrema-direita vai tentar marcar pontos nas eleições Francesas.

F. Falcão-Machado 17 de Março de 2017 às 00:30
As eleições da Holanda foram tão interessantes quanto o próprio país. Perdendo alguns votos, o partido liberal conseguiu que o seu líder, Mark Rutte, continuasse como primeiro-ministro mas terá de coligar-se com outros partidos.

Num país que tem sabido limar as arestas das desigualdades e da discriminação, o Partido da Liberdade (PVV), movimento da extrema-direita chefiado por Geert Wilders, ficou em segundo lugar, mas sem qualquer hipótese de fazer parte do governo. O programa eleitoral de Wilders - escrito inusitadamente numa só folha de papel - era claramente antieuropeu, anti-imigração e anti-islâmico. O próprio Wilders não deixa de ser uma personagem estranha: recusou realizar debates com os outros candidatos e quase não deu entrevistas.

Note-se, contudo, que o conflito diplomático que entretanto estalou entre as autoridades holandesas e o governo de Ancara por causa do referendo turco poderá obrigar a uma revisão das respetivas políticas de imigração.

Porém, o interesse destes resultados a nível europeu reside no seu efeito nas eleições presidenciais francesas de abril e maio, onde a extrema-direita local vai tentar marcar pontos.
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