Barra Cofina

Correio da Manhã

Colunistas
2
Piloto morre em corrida de motos no Estoril

F. Falcão-Machado

Myanmar

Aung San Suu Kyi tem sido muito criticada pelo seu silêncio.

F. Falcão-Machado 22 de Setembro de 2017 às 00:30
A crise do Myanmar é preocupante. A comunidade rohingya, minoria de fé muçulmana num país budista, está a ser perseguida impiedosamente por forças governamentais. Os conflitos com essa minoria são antigos e resultam de uma vasta exclusão social.

As autoridades locais, que viram recentemente 20 esquadras da polícia serem assaltadas e vários agentes mortos, alegam que apenas reagem a atos de terrorismo atribuídos àquela comunidade.

A verdade é que cerca de 400 mil refugiados, na sua maioria mulheres e crianças, têm procurado refúgio no vizinho Bangladesh e que os militares impedem o acesso tanto de agências humanitárias como de jornalistas às áreas rohingyas.

Tem sido muito criticada pelo seu silêncio a senhora Aung San Suu Kyi, militante dos direitos humanos que enfrentou o anterior regime militar, lutou pela democratização do Myanmar a cujo governo pertence e ganhou o Prémio Nobel da Paz em 1991. Mas só ela poderá fazer alguma coisa, tanto mais que os militares ainda dispõem de grande poder no país.

Esperemos que essa senhora aproveite a sua próxima ida às Nações Unidas e um previsto encontro com o Papa para reforçar a luta pela paz e pela justiça no Myanmar.
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)