Barra Cofina

Correio da Manhã

Colunistas
6
Piloto morre em corrida de motos no Estoril

F. Falcão-Machado

Myanmar

Esperava-se mais de Aung San Suu Kyi na defesa dos Rohingya.

F. Falcão-Machado 1 de Dezembro de 2017 às 00:30
A visita do papa Francisco a Myanmar, antiga Birmânia, foi delicada. O Vaticano não fora convidado para tal visita, embora as autoridades locais não recusassem as facilidades e proteção devidas ao visitante. Por isso, o líder da Santa Sé foi aconselhado a não mencionar as perseguições que a comunidade rohingya local tem sofrido.

Myanmar é um país onde a grande maioria da população é budista, mas que se encontra cercado por estados islâmicos. A sua minoria rohingya, além de cultural e etnicamente diferenciada, é basicamente muçulmana e, ao longo da História, tem alimentado conflitos com o poder central.

Este, dominado agora pela classe militar, alega que aquela minoria está na origem de ataques terroristas. Porém, é um facto que os rohingya têm sido vítimas de uma cruel repressão governamental, denunciada pelas Nações Unidas.

Além de se avistar com as chefias militares de Myanmar, o papa Francisco encontrou-se com a senhora Aung San Suu Kyi, Prémio Nobel da Paz em 1991.

Sendo atualmente membro do governo, era de esperar da sua parte uma defesa mais assertiva dos rohingya. Se isso não sucedeu foi talvez porque a sua influência não é tão grande como parece.
F. Falcão-Machado opinião
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)