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F. Falcão-Machado

Força Comum?

Só pode inquietar a falta de investimento da UE em defesa

F. Falcão-Machado 20 de Março de 2015 às 00:30

Foram variadas as reações à sugestão do presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, de criação de um Exército europeu, a ‘Força Europa’. Segundo Juncker, uma das vantagens dessa força seria mostrar à Rússia determinação na defesa dos valores europeus. A ideia não é nova e tem a ver com um velho desejo de Washington de que os europeus suportem uma quota maior dos encargos da NATO. Mas a ideia é também um reconhecimento da pobreza da UE em matéria de defesa comum.


E se é certo que a Rússia vem tomando na Ucrânia as decisões que entende, sem se preocupar com o que pensa a Europa a esse respeito, não é menos certo que se vai montando o cerco do Estado Islâmico ao continente. Por isso, só pode inquietar a penúria de meios que os défices orçamentais dos países da UE revelam e que impedem qualquer investimento mais robusto na Força Comum. Claro que não se pode pôr de lado a NATO, mas se a eficácia desta organização continua dependente dos EUA, as suas funções parecem exigir uma clara redefinição do respetivo conceito estratégico.

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