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F. Falcão-Machado

Guerra e paz

Obama parece querer uma afirmação mais visível do poder de Washington ante novas ameaças.

F. Falcão-Machado 28 de Novembro de 2014 às 00:30

Si vis pacem, para bellum’ (se queres a paz prepara-te para a guerra), diziam os romanos. E parece ter sido este provérbio que inspirou o Presidente Barack Obama quando há dias afastou o seu discreto Secretário da Defesa, Chuck Hagel, um antigo combatente no Vietname. As palavras de elogio que este político norte-americano recebeu do Presidente da maior potência do mundo não conseguiram, porém, ocultar o desejo de estimular a política de Defesa.

Presume-se que Obama pretende uma afirmação mais visível do poderio de Washington, tendo em conta não só as ameaças do chamado Estado Islâmico, mas também as recentes crispações de Moscovo perante o Ocidente. Mas será esse o passo certo? Decerto que a paz vale sempre mais do que a guerra, embora essa mesma paz nunca dispense esforços negociais. É, pois, a mesa das negociações diplomáticas o primeiro espaço onde todos os trunfos, incluindo os bélicos, devem ser exibidos como forma de obter progressos. Isso significa que medidas de reforço militar só fazem sentido quando são postas ao serviço de objetivos sinceros de paz. É o que se espera de Obama. 

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