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F. Falcão-Machado

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Impasse na política espanhola põe à prova os limites da democracia.

F. Falcão-Machado 29 de Julho de 2016 às 01:45
Os impasses da política espanhola parecem por à prova os limites da democracia. O estado atual da questão resume-se assim: nenhum dos quatro principais partidos políticos obteve a maioria absoluta nas duas últimas eleições e as tentativas de formar governos de coligação têm falhado.

Mesmo o objetivo mais modesto de fazer passar um governo de minoria do partido mais votado, o Partido Popular (PP) de Mariano Rajoy, não garantiu a abstenção dos restantes.

Apesar de muito criticado, Rajoy tem sabido manter a coesão do PP. Porém, o líder do Partido Socialista (PSOE), Pedro Sánchez, não admite coligações com Rajoy, a quem acusa de ceder demasiado às imposições de Bruxelas, e tão pouco se entende com a terceira força política espanhola, o Podemos, chefiada por um jovem controverso, Pablo Iglesias.

Iglesias tem-se revelado um político hábil na captura do voto dos desiludidos com os partidos clássicos e mesmo de algumas franjas independentistas da Catalunha.

Afigura-se, pois, inevitável a solução mais desgastante: terceiras eleições. O PSOE teme, todavia, que delas resulte uma maioria para o PP e a afirmação do Podemos como segunda força política de "nuestros hermanos".
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