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F. Falcão-Machado

Receios

Zonas de livre comércio têm vantagens a longo prazo.

F. Falcão-Machado 23 de Outubro de 2015 às 00:30
Compreende-se o temor difuso que a proposta norte-americana de um Tratado Transatlântico de Comércio e Investimento (TTIP) tem causado na Europa. E curiosamente, parece ser a opinião pública alemã a que mais se tem oposto ao projeto norte-americano. O objetivo desse projeto é a criação da maior zona de livre comércio do mundo.

Ora, em princípio, as vantagens a longo prazo das zonas de livre comércio são muito superiores aos seus inconvenientes devido à otimização económica que lhes é própria. No entanto, a sua construção acaba sempre por mexer com o equilíbrio da balança do poder político dos países que a integram, o que explica muito.

O grande trunfo de Washington foi a recente conclusão de um tratado comercial semelhante com onze estados do Pacífico liderados pelo Japão e pela Austrália e com exclusão da China. Tal jogada ameaça deslocar o eixo da riqueza mundial para essa zona do planeta. Entende-se assim que os negociadores europeus hesitem entre aderir à proposta de índole liberalizadora de uma "NATO económica" ou sentirem-se relegados para um papel secundário no palco da economia mundial.
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