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F. Falcão-Machado

Sobre o terror e as suas armas

Será necessário que os principais países islâmicos refutem a legitimidade de ações desta índole.

F. Falcão-Machado 9 de Janeiro de 2015 às 00:30

Os atos de terrorismo que agora tanto nos chocaram obrigam a refletir. Torna-se, pois, urgente fixar medidas defensivas, quer a nível repressivo-dissuasor interno, quer no plano mais profundo e geral da neutralização das suas causas.

Por isso é demasiado redutor atribuir o surto terrorista às medidas de austeridade que se têm aplicado na Europa.

A real origem de tal violência provém dessa entidade difusa – o "Estado Islâmico" (EI) –, que já anunciou querer governar o mundo impondo uma versão primitiva e violenta da lei islâmica.

Como reagir? Primeiro será necessário que os principais países islâmicos percebam que só ganham em refutar a legitimidade de ações desta índole; segundo, sendo improvável que o dito Estado Islâmico consiga criar condições de justiça, segurança pessoal e bem-estar económico nas populações que domina, acabarão por surgir, a médio prazo, sucessivos focos de rebelião no seu espaço. Será então o momento de uma intervenção internacional, que não poderá, porém, dispensar um mandato inequívoco das Nações Unidas.

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