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Fernanda Cachão

A Medusa francesa

Imaginemos que os portugueses escolhiam em peso um partido fascista para o seu governo.

Fernanda Cachão 9 de Maio de 2017 às 00:30
Imaginemos que os portugueses escolhiam em peso um partido fascista para o seu governo. Ou seja, 10 297 795 e ainda seriam precisos mais 362 817 para termos o número de franceses que votaram em Le Pen. É muito voto. A Medusa não foi decapitada.

Na primeira volta das presidenciais, a Frente Nacional já tinha merecido 7 658 990. No último domingo continuou a somar fãs ao número de transformismo. Se prestarmos atenção à forma como o clã Le Pen tem vindo a amealhar simpatizantes desde a fundação nos anos 70, não há motivos para festa rija na esplanada da Torre Eiffel, a não ser para celebrar a vaidade de quem chega ao Eliseu aos 39 anos. É antes a prova de que a extrema-direita poderá ainda um dia chegar ao poder em França, assim queira a incompetência de quem agora somou e seguiu.

Estas eleições distinguiram-se pelo desvario dos partidos do eixo da governação - o que ajudou o ministro de Hollande numa corrida que começou em abril de 2016 mas cuja prova a sério só agora se inicia.

Também a bem da União Europeia, esperemos que ‘En Marche!’ não seja para o precipício.

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