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Fernanda Cachão

A pedagogia das praxes

A Universidade do Algarve impôs tolerância zero às praxes.

Fernanda Cachão 13 de Setembro de 2016 às 00:30
Fixemos nós o nome de António Branco, já que provavelmente muitos dos alunos da Universidade do Algarve já terão esquecido como se chamam aqueles que foram enterrados há um ano, na praia de Faro, durante uma praxe académica. Uma caloira teve de receber tratamento hospitalar.

A Universidade do Algarve impôs tolerância zero às praxes. Praxes que impeçam os caloiros de frequentar as aulas e os forcem a participar em atividades indignas ou que lesem o bom nome da instituição; bem como as substâncias ou os produtos que ofendam a higiene e a saúde dos caloiros na via pública ou a distribuição de bebidas alcoólicas, nomeadamente durante o desfile académico, estão agora proibidas e darão lugar a processo disciplinar ou a participação às autoridades judiciais.

Não tenhamos medo de parecer desmancha-prazeres ou de dizer que a praxe é a pedagogia da estupidez, a apologia do abuso, do domínio do fraco pelo forte que a maioria das universidades promove ao não se opor de facto à sua realização. E é por isso que devemos fixar o nome de António Branco, que sirva de exemplo o reitor da Universidade do Algarve.
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