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Fernanda Cachão

A gazua do Bloco

Mas falta ao Bloco de Esquerda os cartoonistas para ser o Charlie Hebdo.

Fernanda Cachão 27 de Fevereiro de 2016 às 01:21
Não é necessariamente uma afronta aos crentes, como disse o porta-voz da Conferência Episcopal, Manuel Barbosa, sobre o uso da imagem de Jesus Cristo na campanha do Bloco de Esquerda, que assinala a data de 10 de fevereiro de 2016 - o dia em que foi aprovada em Portugal a adoção por casais do mesmo sexo. Mas falta ao Bloco de Esquerda os cartoonistas para ser o Charlie Hebdo.

Não é também uma originalidade, a frase usada pelo BE - "Jesus também tinha dois pais". Ainda no ano passado, por exemplo, o padre de St. Columbia-Brigid, em Buffalo, no estado de Nova Iorque, nos Estados Unidos, escreveu-a num cartaz à porta da sua igreja para aludir à importância do padrinho, embora tivesse acabado por ser acusado por parte da congregação de precisamente ‘promover’ a adoção por homossexuais.

Não é também muito eficaz a mensagem da frase, pois, segundo sempre nos disseram, foi José que educou Jesus, e se levarmos em atenção que pai é quem cria, Jesus só teve um.

A questão fundamental é a desnecessária polémica que uma frase como esta cria. Está aprovado, não está? Então? Para que é preciso pegar na gazua?
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