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Fernanda Cachão

Os grandes perdedores

Provavelmente, Pedro Passos Coelho ainda acreditava no Pai Natal.

Fernanda Cachão 3 de Outubro de 2017 às 00:30
Provavelmente, Pedro Passos Coelho ainda acreditava no Pai Natal. Acreditava que, depois de governar em anos de feroz austeridade, depois de ter sido ultrapassado pela maioria de esquerda e de Costa formar Governo e exercê-lo bafejado pela conjuntura económica, que depois de ter sido abandonado por boa parte do PSD, de ter teimado na cadeira laranja - como o miúdo que não quer descer do cavalinho -, e de ainda ter feito más escolhas para a corrida autárquica, que domingo chegaria com um saco cheio de votos.

Já Jerónimo de Sousa acreditava que a música não seria outra, que não teria de virar o disco porque não poderia tocar o mesmo.

Acreditava na imutabilidade dos bastiões, no poder do discurso para um operariado que já não existe, acreditava que ao aceitar o braço da gerigonça, não passava a ser peça na mesma engrenagem, e que não aceitava a mordaça. Mas Jerónimo ainda cá estará nas próximas, já Passos não. É tão certo como os comunistas nunca terem comido criancinhas ou Pedro Passos Coelho ficar para a história do partido como aquele que perdeu o papel ainda antes de sair de cena.
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