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Fernanda Cachão

Se és corrupto...

Os atos de corrupção podem vir a dispensar pena de prisão se o corrupto tiver um rebate de consciência e admitir a corrupção num prazo de trinta dias.

Fernanda Cachão 17 de Fevereiro de 2015 às 00:30

Os atos de corrupção podem vir a dispensar pena de prisão se o corrupto tiver um rebate de consciência e admitir a corrupção num prazo de trinta dias.

Repetimos: basta que o corrupto admita o crime praticado num prazo máximo de trinta dias e restitua o que obteve em bens ou dinheiro; – e, se o procedimento criminal ainda não tiver sido instaurado, fica o corrupto dispensado de pena pela corrupção.

O arrependimento, que é a porta de salvação de todo o cristão, pode agora passar a ser a de todo e qualquer corrupto, conforme uma das propostas de alteração ao Código Penal – noticiámos ontem.

Para sensibilizar barões, donos de jobs, políticos – os pequenos e os grandalhões –, donos de bancos e de interesses públicos e de parcerias privadas e outros ainda de virtudes vagas que praticam suborno internacional em todos os degraus da máquina e forram os bolsos dos funcionários de empresas, entre os quais gestores; – recomenda-se a campanha "se és corrupto podes regularizar a tua situação no prazo máximo de trinta dias".

Pode-se sempre contratar uns criativos por ajuste direto. 

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