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Fernando Calado Rodrigues

Sem português

Diplomacias de Portugal e Brasil têm de estar mais atentas.

Fernando Calado Rodrigues 15 de Março de 2016 às 00:30
Oportuguês continua a ser uma das línguas oficiais da Santa Sé, mas a tendência é que venha a deixar de o ser. Apesar de o Brasil ser o país do mundo com maior número de católicos (mais de 120 milhões), e de Timor- -Leste ter a percentagem mais elevada de católicos na sua população (96,9%), a língua portuguesa está a perder relevância no Vaticano. Para já, deixará de poder ser utilizada em determinados documentos nos processos de canonização entregues na Congregação dos Santos. Curiosamente, até há bem pouco tempo esta era presidida por um português, o cardeal Saraiva Martins.

A situação é reveladora da pouca presença de clérigos oriundos de países de língua portuguesa na Cúria Romana. Devido à falta de vocações, as ordens religiosas e os bispos lusófonos têm cada vez mais dificuldade, sobretudo em Portugal, em dispensar clérigos para os organismos da Santa Sé. Mas, dada a relevância do português no contexto do catolicismo mundial (a língua mais falada, a par do espanhol), exige-se que as diplomacias de Portugal e, sobretudo, do Brasil tenham uma maior atenção ao que se passa nos corredores do Vaticano. Só isso evitará que o português seja preterido em relação a outros idiomas.
Fernando Calado Rodrigues
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