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Fernando Jorge

E provas?

Será que todos os não acusados ou absolvidos são inocentes?

Fernando Jorge 11 de Abril de 2017 às 00:30
Assistimos a um inusitado coro de críticas a um despacho do Ministério Público no qual se fundamentava o arquivamento de um processo: não por convicção de quem investigou, mas por falta de provas. Em causa estavam crimes de corrupção, branqueamento de capitais, etc.

Os suspeitos estavam ligados a um tal BPN, que, nos últimos anos, depauperou o erário público, leia-se contribuintes, em mais de seis mil milhões de euros. Vejamos: quando há indícios de crime, deve ou não iniciar-se uma investigação? Só se deve investigar quando há certeza de que se consegue prova e consequente acusação? Se não for possível reunir provas suficientes para acusar, quer dizer que não houve crime? Ou, pelo contrário, há indícios que houve, mas que não foi possível reunir a prova? Será que todos os não acusados ou absolvidos são inocentes?

A culpa de não se obter prova não é só da responsabilidade do MP. E quando os bancos e outras entidades sediadas em offshores, onde esses senhores escondem o dinheiro, não fornecem informações à Justiça?

Lembram-se do caso dos submarinos? Houve condenados na Alemanha, na Grécia, mas cá não se passou nada! Porque não houve corrupção? Porque os suspeitos estão inocentes?
Eu não acredito! Mas não tenho provas!
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