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Fernando Jorge

Transição informática

A transferência dos processos deve ser preparada e testada.

Fernando Jorge 11 de Outubro de 2016 às 00:30
Foi aprovada no Parlamento a primeira alteração à lei da organização do sistema judiciário. Destacam-se a reabertura de 20 tribunais, encerrados em 2014, o alargamento das competências das secções de proximidade e o desdobramento de secções centrais de tribunais de família e menores. Sem dúvida vão reaproximar a justiça dos cidadãos, o que é desejável, sobretudo numa área como a justiça de família e menores. Alterações positivas.

Todavia, para que a mesma seja exequível e traga os resultados desejados, além do reforço de oficiais de justiça, como aliás já aqui referimos várias vezes, é necessário que a transferência informática dos processos seja preparada e testada, para evitar a situação ocorrida em 2014 com o ‘crash’ do Citius. Constatámos as preocupações dos responsáveis pelo sistema informático dos tribunais, devido à falta de apoio do Ministério da Justiça. Transmitimos essa preocupação à Ministra.

Embora reconhecendo os méritos e vantagens nas ‘inovações’ e ‘modernizações’ do programa ‘justiça+próxima’, consideramos que esta questão é mais importante e que sejam dadas todas as condições para que a transição informática seja tranquila. Quem não concorda?
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