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Fernando Medina

2016: sentimentos mistos

Eleição e tomada de posse do Presidente Marcelo Rebelo de Sousa marcou o início de um novo tempo de normalização institucional e política.

Fernando Medina 28 de Dezembro de 2016 às 01:45
O ano que agora termina deixa aos portugueses sentimentos algo contraditórios. Internamente tivemos boas notícias acerca da evolução política e económica do País. Mas internacionalmente avolumam-se nuvens negras. 2016 tem tudo para ser recordado como o ano da viragem (negativa) na ordem internacional.

O ano arrancou com a eleição e tomada de posse do Presidente Marcelo Rebelo de Sousa, que marcou o início de um novo tempo de normalização institucional e política para a qual muito contribuiu a cultura de proximidade do próprio Marcelo. A popularidade do Presidente indica que interpretou bem o que o País esperava dele. Esse novo clima de coesão estratégica foi essencial, por exemplo, para o sucesso da candidatura de António Guterres a Secretário-Geral da ONU.

Ao mesmo tempo, a solidez política da solução de Governo encontrada no Parlamento por PS, BE, PCP e PEV foi acompanhada por resultados palpáveis no domínio da política económica. A economia e o emprego estão a dar sinais de retoma e este ano, pela primeira vez, vamos ficar com um défice abaixo dos 3%: 2,4% segundo as últimas projeções.

António Costa cumpriu o prometido; uma espécie de quadratura do círculo conciliando uma nova política económica com o respeito pelas regras europeias, depois de anos de austeridade. As sondagens refletem bem isso.

Infelizmente, da Europa e do Mundo não vieram boas notícias. A saída do Reino Unido da União Europeia, decidida em referendo, foi a confirmação daquilo que há muito se suspeitava: a integração europeia funciona sem controlo político democrático e a globalização económica está a deixar muita gente para trás. Isto gera um sentimento de insegurança que o fenómeno do terrorismo só agrava.

Os populismos nacionalistas monopolizam a ideia de mudança e dão respostas (erradas) a estes anseios sociais, colocando os imigrantes e as minorias como bodes expiatórios.

Nos EUA, Trump foi mais um beneficiário destas tendências, tornando-se presidente da maior potência militar e económica do Mundo, o que não deixará de ter consequências para a própria ideia de comunidade internacional, dada a parceria com Putin. O novo ano começará precisamente com a sua tomada de posse. Seguem-se importantes eleições em França e na Alemanha. Esperemos que a Europa acorde.

Terreiro do Paço em festa. Venham todos
Lisboa está a ser o palco de profundas transformações nos padrões de consumo e nos estilos de vida. O Natal voltou a ser vivido não apenas nos centros comerciais, mas também no parque Eduardo VII, Marquês, avenida da Liberdade ou Terreiro do Paço. Com divertimento e animação para toda a família, com bons resultados para o comércio local.

A Passagem do Ano não vai ser exceção. As 12 badaladas vão ser apenas o ponto alto de três dias de cultura e espetáculo para todos. Depois de amanhã, dia 30, teremos o aquecimento com Miguel Araújo, às 21h30, e os DJ Wilson Honrado e João Vaz, da Rádio Comercial, a partir das 23h15.

A 31 caberá a Rui Veloso iniciar, às 22h00, a contagem decrescente, passando o testemunho à geração mais nova, com a música de AGIR pela noite dentro.

Finalmente, no dia 1, Raquel Tavares e a Orquestra Roemer Pinatel dão as boas vindas a 2017 com concertos a partir das 17h30.
A todos desejo um ótimo 2017, na certeza de que estarei a celebrar o Ano Novo no Terreiro do Paço! Apareçam, também.

Condenação dos colonatos
O longo e persistente conflito israelo-árabe está na base de muitos dos problemas existentes na região do Médio Oriente. Desta vez, os Estados Unidos abstiveram-se e pela primeira vez o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas condenou a política de colonatos praticada pelo governo de Israel, incompatível com a desejável convivência entre estes dois Estados.
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