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Fernando Medina

Barack Obama em Havana

Basta pensar que esta é a primeira vez em 88 anos que um presidente dos Estados Unidos da América visita Havana, em Cuba.

Fernando Medina 23 de Março de 2016 às 01:45
Barack Obama está a fechar a sua presidência com chave de ouro. Na frente interna, a recuperação da economia ou a reforma da Saúde ficarão certamente como legados da sua administração. Mas também na frente externa, do fim da guerra no Iraque ao acordo nuclear com o Irão, passando pela recente abertura a Cuba, Obama deixará a sua marca positiva.

Este novo relacionamento entre os Estados Unidos e Cuba foi assinalado, primeiro, com a abertura das embaixadas, e, agora, com a visita oficial do Presidente norte-americano.

É um facto histórico da maior importância. Para termos uma ideia, basta pensar que esta é a primeira vez em 88 anos que um Presidente dos Estados Unidos da América visita Havana. Nada ficará como dantes nas relações entre os dois países e, em especial, em Cuba. Para perceber o significado desta mudança, basta ver que os Rolling Stones vão tocar em Havana já no dia 25 deste mês.

Durante a Guerra Fria e mesmo depois, estes dois países, separados por uma distância geográfica mínima, estavam a uma distância política máxima. Agora, esse afastamento de décadas está a encurtar-se e o fim do embargo económico parece estar para breve.

Os críticos dizem que esta nova política americana só vai servir para consolidar o regime agora liderado por Raúl Castro, irmão de Fidel Castro. Mas que contributo deu à causa da democratização de Cuba o embargo económico que já vem de 1959? O embargo tem castigado Cuba e cubanos, mas tornou-se um dos responsáveis pela longevidade do regime cubano.

Barack Obama, um crítico da intervenção no Iraque, optou sempre pelo caminho da política e da diplomacia, consciente dos efeitos perversos das experiências e das ingerências passadas. Os resultados têm mostrado que está certo.

O mandato de Barack Obama ficou aquém do que se esperava em matéria de direitos e liberdades no âmbito da luta contra o terrorismo, desde logo se pensarmos na promessa sempre adiada de encerrar Guantánamo – a base militar norte-americana transformada em centro de detenção, localizada precisamente em Cuba. Mas as vitórias foram muitas e serão certamente um ativo para os Democratas nas próximas eleições presidenciais.

Barbárie no coração da Europa
Os atentados de ontem, em Bruxelas, mataram dezenas de pessoas e espalharam o caos numa cidade cosmopolita, sede das instituições europeias, e onde vive uma forte comunidade portuguesa. Os nossos primeiros sentimentos são de revolta pelas vítimas inocentes e de solidariedade com as famílias e com a própria cidade de Bruxelas, posta agora à prova pelo terrorismo.

É em momentos como estes, onde o ruído impera e a desinformação é a norma, que importa manter a calma. Confiando nas forças de segurança e recusando o clima de perseguição de comunidades inteiras ou religiões. Note-se que a maioria dos autores dos atentados de Paris e principais suspeitos na Bélgica nasceram na Europa e têm nacionalidade europeia.

Quando se ouvem cada vez mais alto os discursos xenófobos e contrários à solidariedade, convém não esquecer que é a Europa que está a exportar terroristas – alguns saídos de Portugal – e não a sofrer com refugiados. Esses fogem do mesmo terror que agora vitimou Bruxelas, como há uma semana Istambul e Ancara.

A primavera chegou à cidade de Lisboa
Música antiga, moderna, fado ou jazz para ouvir em espaços emblemáticos de Lisboa, como o Jardim do Arco do Cego, ou noutros – menos convencionais – como a Igreja de Stª Catarina, no Chiado, o Templo da Comunidade Hindu ou o Centro Ismaili. Assim celebramos a chegada da primavera na cidade de Lisboa, já a partir do próximo sábado, dia 26 de março.
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