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Fernando Sobral

Criatividade

Os Pink Floyd marcaram um tempo. Mais do que julgávamos possível.

Fernando Sobral 19 de Novembro de 2016 às 01:45
Os Pink Floyd marcaram um tempo. Mais, talvez, do que julgávamos possível. Quando nos confrontamos com a monumental compilação ‘Pink Floyd: The Early Years 1965-1972’, que inclui 27 discos, percebemos melhor o peso da história do grupo que teve duas vidas. Até 1968, quando o seu icónico líder, Syd Barrett, saiu de cena e foi substituído por um David Gilmour que, nos primeiros tempos, teve de quase imitar o anterior vocalista. Mas a essência do grupo estava lá, com Roger Waters, Nick Mason ou Rick Wright. O psicadelismo reinante também nunca desapareceu.

Passou cerca de meio século, quase uma eternidade na música rock, e os Pink Floyd tor-naram-se um monstro sagrado. É interessante ver, através desta reposição do passado, como se transformaram e como a própria música rock mudou também ao longo do tempo. É claro que há exageros: somos aqui brindados com 15 versões diferentes de um dos temas eternos dos Pink Floyd, ‘Careful With That Axe, Eugene’, mas o que é isso para um fã?

O que fica é a sensação de que o grupo foi um dos mais notáveis exploradores do som psicadélico, aventurando-se em todas as fronteiras possíveis antes de chegarem à idade adulta que já não entra nesta compilação. Entende-se, ouvindo todo este material, que o grupo andava em busca de uma mina de ouro e procurava influências em todos os tipos de música, do country aos sons orquestrais.

A pouco e pouco vamos descortinando o seu psicadelismo perfeito numa era de revoltas e descobertas: a melancolia, as letras contundentes, os solos de guitarra. Esta é uma memória única.
Pink Floyd Syd Barrett David Gilmour Roger Waters Nick Mason Rick Wright música
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