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Fernando Sobral

Adele

Adele é uma rapariga comum que partilha canções connosco.

Fernando Sobral 26 de Dezembro de 2015 às 00:30
O que é que atrai em Adele? Como um general, ela chegou, viu e venceu. Ninguém vendeu, neste século, mais discos do que ela.

Tem uma aparência normal e não é uma daquelas estrelas ultra-produzidas que surgem na televisão como se fossem modelos embrulhadas em papel de celofane. Adele é uma rapariga comum de Tottenham e colocou-se à frente de divas como Rihanna, Beyoncé, Lady Gaga ou Taylor Swift.

O seu novo disco, ‘25’, e a digressão mundial que dá corpo ao seu lançamento promete convertê-la, por muito mais tempo, num fenómeno único. O que canta Adele? Os dramas das relações pessoais, tudo à volta do tema que melhor une as pessoas: o amor. O que surpreende é que Adele parece, muitas vezes, ser a anti-estrela num mundo onde todos querem ser estrelas. E esse é capaz de ser o seu maior trunfo.

Repare-se: Adele não é o exemplo perfeito da estética de beleza hegemónico nos nossos dias. Não é magra. Contra as regras ditatoriais do mercado, conseguiu impor a sua imagem. A maioria das jovens e mulheres talvez se reveja nela. O seu corpo também nunca surge como um objecto de desejo, ao contrário da maioria das divas da pop. Não utiliza esse trunfo para vender discos.

Os fãs compram-nos pela sua voz e emoção. Como ela diz: não quer sair na capa da ‘Vogue’ mas sim da ‘Rolling Stone’. Não esconde as suas origens suburbanas: prefere ir ao ‘pub’ com os amigos do que aos locais da moda. A sua vida não está exposta nas redes sociais. Preserva a intimidade familiar. E, sobretudo, ri de si mesma. Adele não é um mistério: é uma rapariga comum que partilha canções connosco.
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