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Fernando Sobral

Afrobeat

As atenções viram-se para África, terra de ritmos e sensações diferentes.

Fernando Sobral 8 de Outubro de 2016 às 00:30
De vez em quando, quando está cansada e sem ideias, a indústria musical busca fontes da juventude. Foi assim que, ao longo dos anos, o reggae, o ska, a bossa nova, o gangnam e tantos outros géneros se tornaram a "grande novidade". Agora, com o rap estagnado e o rock à procura de melhores dias, as atenções estão a virar-se de novo para África, terra de ritmos e sensações diferentes.

Os sons das longas noites de Lagos, a enorme cidade da Nigéria, são agora o novo alvo da cobiça. Não vai demorar muito tempo para que todos nós fiquemos a conhecer novos heróis do ritmo que, até há pouco tempo, apenas gravavam em pequenos estúdios do seu país.

O cantor Wizkid deverá vir a ser uma das novas estrelas da constelação Sony, o terceiro músico nigeriano a assinar com a editora este ano.

A palavra de ordem é afrobeat, um género de fusão com influências fortes dos ritmos de África e das Caraíbas, que foi revisitado nos últimos anos na Nigéria e na Grã-Bretanha. Muitas das grandes estrelas de hoje (Beyoncé, Rihanna ou Drake) já o perceberam e colaboram com alguns destes músicos. No fundo assiste-se a um regresso a uma das fontes de energia da música: a África.

Nos anos de 1970 o afrobeat já tinha sido uma moda, com Fela Kuti e a sua estimulante mistura de sons de jazz, funk e sons da Nigéria e do Gana. Mas a música, nessa altura, era de combate político e não agradava às elites poderosas de África. A nova versão do afrobeat é mais ‘soft’: fala de amor, sexo e da boa vida que se leva nas praias e nas discotecas. É mais pop. E, por isso, vai vencer.
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