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Fernando Sobral

Guerreira

Emilie Nicolas é uma guerreira que quer impor o seu território.

Fernando Sobral 15 de Agosto de 2015 às 00:30
Da Noruega olha-se com facilidade para o mundo gelado do círculo polar Árctico. Sente-se, muitas vezes, a falta do sol e da luz. Mas é deste mundo estranho e fascinante que vem Emilie Nicolas com o seu primeiro álbum, ‘Like I’m a Warrior’, uma visita sonora às complexas emoções que povoam as mentes dos seres humanos. Emilie é um talento puro que, neste disco, mostra que a sua voz quebra todo o gelo que possa existir à sua volta. É o disco de uma guerreira que quer impor o seu território. E que o vai conseguir, a bem ou a mal. As canções navegam entre emoções cruas e viagens ao interior das sensações íntimas. É um quadro cheio de sons e tentações musicais. Há aqui momentos calmos, dignos de quem viaja pelas paisagens a preto e branco da Noruega, e outros que parecem tempestades ruidosas que agitam a aparente calma das nossas vidas. Escute-se, por exemplo, ‘Fail’, onde os sintetizadores criam um ambiente frenético à volta da voz de Emilie. As palavras mágicas da cantora viajam muitas vezes dentro de um conceito electropop que cria o caos. Só a voz consegue domar tantos fascínios que atormentam as almas jovens, aquelas que Emilie traz para a nossa realidade. Mas, por outro lado, ela oferece-nos temas que contemplam as emoções, como o notável ‘Us’, uma sedutora canção que parece descrever o fim dos dias. A voz de Emilie é poderosa e terna e o ambiente sonoro ajusta-se perfeitamente a ela. Este disco é uma declaração de independência. Uma extensão do que se escuta num dos temas centrais do álbum, ‘Grown Up’. Este é o disco de uma guerreira vencedora.
Noruega Emilie Nicolas Like I Fail Grown Up questões sociais música
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