Barra Cofina

Correio da Manhã

Colunistas
6
Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Francisco J. Gonçalves

A guerra está fechada

Há frases que ficam para a História por boas razões e há outras que, antes mesmo da passagem do tempo, se percebe que teria sido melhor não serem ditas.

Francisco J. Gonçalves 31 de Dezembro de 2014 às 00:30

Barack Obama, no recente discurso sobre a retirada do Afeganistão, não chegou a ‘fechar a guerra’, como George W. Bush no famoso discurso ‘Missão Cumprida’, em maio de 2003. "Na batalha pelo Iraque, os EUA e os nossos aliados prevaleceram", afirmou Bush, numa altura em que a verdadeira guerra estava só a começar. Obama, pelo contrário, admitiu que o Afeganistão "continua a ser um sítio perigoso", mas deu uma garantia que estragou tudo, ao dizer: "Não voltará a ser fonte de terrorismo."

A retirada militar da força da NATO, após 13 anos de uma missão que custou milhares de baixas, coincide com o recrudescer dos combates e o reforço de poder dos taliban no Afeganistão e no vizinho Paquistão.

Retirar não é fechar a guerra no país. Pode, pelo contrário, abri-lo a novas ameaças, como se viu no Iraque com o surgimento do Estado Islâmico. Percebe-se que Obama tenha dito o que disse para consumo interno imediato, mas o tempo registará a sua arrojada garantia na História Universal… em disparates.

Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)