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Francisco J. Gonçalves

A realidade da ficção

Os fãs de ‘Homeland’ (‘Segurança Nacional’) estão a adorar o retrato que a quarta temporada da série faz das cumplicidades entre a espionagem paquistanesa e o terrorismo islâmico.

Francisco J. Gonçalves 10 de Dezembro de 2014 às 00:30

Muitos pensam, contudo, que tal coisa é exagero da ficção. Mas não é.

No dia 27, cumprem-se sete anos do assassinato, em Rawalpindi, de uma mulher que denunciou as cumplicidades, reais, de um regime que os EUA têm por aliado, apesar da proteção a Osama bin Laden e do apoio aos taliban, que, por sua vez, tinham acolhido, anos antes, no Afeganistão, o líder terrorista mais odiado do Mundo.

Benazir Bhutto foi a primeira mulher a liderar um país muçulmano e pode dizer-se que morreu por isso. Os radicais islâmicos e os militares paquistaneses que há décadas os apoiam não lhe perdoaram a defesa da democracia e da educação das mulheres.

Apesar do risco que corria, Benazir regressou em 2007 para desafiar o ditador militar Pervez Musharraf, que a atraiu do exílio com um indulto. Em outubro, escapou a um primeiro atentado, que vitimou 179 pessoas. Em dezembro, foi morta em mais um atentado dos serviços secretos imputado aos radicais.

Como sói dizer-se, a realidade imita a ficção.

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