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Francisco J. Gonçalves

Aliados indesejáveis

Os franceses elegeram para o mais alto cargo político do país um homem de 39 anos nunca antes eleito para um cargo público.

Francisco J. Gonçalves 10 de Maio de 2017 às 00:30
Os franceses elegeram para o mais alto cargo político do país um homem de 39 anos nunca antes eleito para um cargo público.

É caso para dizer que o seu futuro político a partir daqui será, fatalmente, a descer. E a descida pode começar já em junho, nas legislativas que ditarão a margem de manobra de Emmanuel Macron para governar.

Sondagens indicam que o seu movimento, o ‘Em Marcha’ – já rebatizado como ‘A República em Marcha’ –, pode ser o mais votado. Se o for, será uma grande vitória. Mas se isso implicar aceitar nas fileiras figuras de direita e de esquerda que querem aderir ao novo movimento para manter relevância e poder, há riscos elevados no horizonte.

Um exemplo das ameaças que pairam sobre Macron é o ex-primeiro-ministro socialista Manuel Valls. Disse ontem que vai aderir ao movimento de Macron, mas informou primeiro os jornalistas do que o interessado.

Explicou-se, dizendo que partilha mais com o presidente eleito do que com os parceiros socialistas e sublinhou: "O Partido Socialista está morto."

Quem tão prontamente enterra o partido que lhe deu nome e poder parece-se demasiado com um coveiro para ser boa companhia.
Francisco José Gonçalves opinião
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