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Francisco J. Gonçalves

Danças de guerra

A II Guerra Mundial terminou com uma divisão da Europa entre Oeste e Leste.

Francisco J. Gonçalves 1 de Fevereiro de 2017 às 00:30
Alguém disse que a forma como uma guerra acaba condiciona o início da seguinte. A Grande Guerra acabou com a humilhação da Alemanha e esta levantou-se em armas duas décadas depois.

A II Guerra Mundial terminou com uma divisão da Europa entre Oeste e Leste e o resultado foi uma Guerra Fria que esteve à beira de precipitar uma catástrofe nuclear. Por fim, a Guerra Fria terminou com a alienação da Rússia, centro do extinto império soviético. Tratada como inimigo derrotado, reagiu com um nacionalismo duro que levou Vladimir Putin ao poder. Não é de surpreender, pois, que as atuais tensões envolvam a Rússia.

Mas, como são precisos dois para dançar o tango, convém olhar para o par na atual dança de guerra. E temos a NATO no centro do palco. A organização deveria ter sido dissolvida após o fim da URSS, mas em vez disso apossou-se dos despojos do Império Soviético e alargou-se a Leste, dessa forma pressionando as fronteiras da Rússia e mantendo a lógica belicista.

Talvez a NATO seja hoje tão necessária como quando foi criada, em 1949, mas se isto é assim é, em boa parte, porque a própria NATO alimentou o ‘monstro’ que hoje nos ameaça.
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