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Francisco J. Gonçalves

Democracia de Putin

A Rússia de Putin está empenhada num regresso aos métodos do passado soviético.

Francisco J. Gonçalves 28 de Dezembro de 2016 às 01:45
Tempos houve em que os líderes soviéticos decretavam o fim dos crimes menores e dos homicídios comuns e, como por magia, esses ‘vícios típicos’ do capitalismo desvaneciam-se.

A Rússia de Putin está empenhada num regresso aos métodos do passado soviético e, por isso, não estranha que tenha recusado a possibilidade de atentado terrorista na queda do Tupolev no mar Negro. Em 2001, após o 11 de setembro, um avião idêntico foi abatido nesse mar, mas a culpa, diz-se, foi de um míssil ucraniano extraviado.

A Rússia de Putin foi expedita em varrer o terrorismo checheno do país. Ou melhor, terá usado o terrorismo para esmagar a Chechénia e fê-lo em duas guerras sangrentas. Para o efeito, terá criado uma vaga de atentados terroristas perpetrados pela espionagem russa e imputados aos chechenos.

Agora que já não importa ter na Rússia problemas de terrorismo, Putin pode banir, por decreto, as causas terroristas na queda do avião que levava a bordo o Coro Alexandrov. Para isso basta um inquérito que confirme uma causa mais propícia. E assim ficamos, pois em democracias ‘musculadas’ é impossível distinguir entre verdade e teoria da conspiração.
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