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Francisco J. Gonçalves

Estratégia vencedora...

Depois do Iraque, os EUA iniciaram bombardeamentos na Síria.

Francisco J. Gonçalves 24 de Setembro de 2014 às 00:30

Atacar este alvo é missão delicada e por isso as reticências de Obama, longe de serem sintoma de indecisão, podem ser lidas como ponderação. Não para os ‘falcões’ republicanos, claro está, que insistem na urgência de fazer mais.

Surpresa das surpresas, a receita republicana é igual à de Tony Blair. O ex-primeiro-ministro britânico, aliado do peito de Bush, entende que os bombardeamentos podem controlar o Estado Islâmico (EI), mas não derrotá-lo. Para isso, são precisas botas no terreno. Como sabemos, essa foi a estratégia de 2003 que "derrotou" a al-Qaeda e "estabilizou" o Iraque, sendo o máximo índice do seu sucesso o nascimento do EI.

Mas não é tudo.

O alargamento dos ataques à Síria é um jogo de equilibrista, pois arrisca aprofundar tensões entre os EUA, o Irão e a Rússia. Estes dois países apoiam Bashar al-Assad e estão atentos a eventuais abusos dos EUA, como seria o caso de ataques a alvos do regime sírio.

Blair está preocupado? Sim. Como consultor do Koweit e assessor de uma petrolífera sul-coreana com interesses no Curdistão, preocupa-o o que naquela região realmente importa: o petróleo.

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