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Francisco J. Gonçalves

Galinha dos ovos de ouro

Nos tempos do Feudalismo, os senhores das terras faziam a coleta por todos quantos consideravam seus vassalos.

Francisco J. Gonçalves 29 de Outubro de 2014 às 00:30

Nos tempos do Feudalismo, os senhores das terras faziam a coleta por todos quantos consideravam seus vassalos. Muitos deles nem sabiam que tinham um senhor e muito menos conheciam o seu nome, mas diziam-lhes que, em troca do saque e da obediência, tinham a proteção do soberano.

Resumido assim, o funcionamento deste mundo não está tão distante do nosso como gostamos de pensar. O senhor de hoje é o Estado e a coleta é feita pela máquina fiscal. Estranho que tantos séculos de ciência económica não tenham encontrado fórmula mais elaborada para encher os cofres do Estado, nosso senhor.

Hoje, a diferença entre os países civilizados e os outros, como Portugal, é que nos primeiros o senhor retribui aos súbditos em serviços, incluindo-se aí, claro está, a famosa proteção. Ora, esta só existe se, além de uma polícia eficaz, os tribunais funcionarem. Sem isso, não podem ser retirados dos cargos públicos, por exemplo, aqueles que se enchem à custa dos súbditos (todos nós).

Em Portugal, a ineficácia da Justiça significa que ninguém está protegido dos saques arbitrários do Estado. O roubo, por cá, começa no Fisco. Pagar, entre nós, é atirar dinheiro aos porcos.

Portugal política crime lei e justiça
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