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Francisco J. Gonçalves

O despertar do monstro

Com a pressão migratória a subir, ganha raízes na Alemanha um movimento xenófobo violento na região de Dresden.

Francisco J. Gonçalves 26 de Agosto de 2015 às 00:30
Berlim é uma cidade cosmopolita. Nela residem pessoas de todo o Mundo. Esse multiculturalismo, louvado durante décadas, foi desacreditado pelo fracasso que a Alemanha e a generalidade dos países europeus revelaram na integração de estrangeiros.

Alguns consideram ainda xenofobia impor costumes a quem chega, o que contribui para a criação de guetos imensos de imigrantes, verdadeiras cidades dentro das cidades.

Com a pressão migratória a subir, ganha raízes na Alemanha um movimento xenófobo violento na região de Dresden.

Essa violência alastrou nos últimos dias a Berlim. Ontem, por exemplo, foi incendiado um albergue para refugiados em Nauen, arredores de Berlim e, dias antes, dois alemães insultaram imigrantes de Leste no comboio suburbano da capital, acabando por urinar numa criança de 5 anos.

Como isto se passa na Alemanha, país ligado ao maior horror da História do século XX, é tentador falar do regresso do monstro. Mas isso, como diz o povo, é tapar o sol com a peneira. O monstro está em nós e este caldo de crise económica e pressão migratória é ideal para o despertar em toda a Europa.
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