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Francisco J. Gonçalves

Sangue em Banguecoque

A luta separatista islâmica no Sul da Tailândia terá custado na última década mais de cinco mil vidas.

Francisco J. Gonçalves 19 de Agosto de 2015 às 00:30
A luta separatista islâmica no Sul da Tailândia terá custado na última década mais de cinco mil vidas. Os alvos mais comuns são budistas tailandeses, mas também muçulmanos malaios nas províncias de Pattani, Narathiwat e Yala, na fronteira com a Malásia.

Essa luta nunca até agora passou as fronteiras da região sul do país. Um atentado na capital seria, por isso, inédito, embora não impensável.

A ligação islâmica ao atentado que ceifou dezenas de vidas em Banguecoque é especialmente tentadora numa altura em que o terrorismo mais visível é o de raiz islâmica.

Mas há mais mundos neste mundo de violência. No caso da Tailândia há, desde logo, a violência da junta militar que tomou o poder no país, derrubando, pela segunda vez, um governo de um membro da família Shinawatra.

Foi, aliás, sob o governo de Yingluck Shinawatra, derrubado em 2014 pelos militares, que tiveram lugar as últimas negociações de paz com os radicais islâmicos.

Os militares, diz-se, terão orquestrado o atentado para legitimar um poder mais ‘musculado’.

Verdade ou teoria da conspiração? Só o tempo dirá.
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