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Francisco J. Gonçalves

Tensão no Vaticano

Estava convencido de que ao entrar ao serviço da Igreja se assumia, em relação ao sexo, o compromisso de não praticante.

Francisco J. Gonçalves 7 de Outubro de 2015 às 00:30
Erro meu. A pedofilia e a homossexualidade são hoje tão comuns na Igreja como em tempos o foram casos como o narrado no ‘Crime do Padre Amaro’, de Eça de Queiroz.

A Igreja debate há décadas o casamento dos padres e quando decidir vai ser tarde. Foi isso que o padre polaco Krzysztof Olaf Charamsa sublinhou. Saiu do armário e assumiu-se homossexual praticante antes do Sínodo da Família, para lembrar aos distraídos que o casamento dos padres tem hoje de incluir as uniões gay, sob pena de a Igreja continuar alheada da realidade.

Mas se é de louvar a Charamsa que tenha mostrado o que tantos ocultam, a verdade é que assumiu uma contradição que o deveria levar a pendurar a sotaina. Não só violou o dever de castidade, como reduziu a nada o cargo que exercia na Congregação para a Doutrina da Fé, dedicada, justamente, a defender a doutrina da Igreja.

Ser ou não ser, eis a questão a que o padre Charamsa respondeu com a ambivalência de um sim ao sexo e um não à ortodoxia da Igreja.

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