Barra Cofina

Correio da Manhã

Colunistas
7
Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Francisco J. Gonçalves

Terrores de verão

As pessoas dividem-se em dois grandes grupos: as que adoram engenhocas e as que desconfiam delas.

Francisco J. Gonçalves 12 de Agosto de 2015 às 00:30
Filmes como ‘2001 Odisseia no Espaço’ ou ‘Exterminador Implacável’ fazem as delícias dos últimos, que antecipam um futuro onde as máquinas se tornam inimigos dos seres humanos.

Não sei se esse tempo chegará, mas o que já vivemos é um tempo em que a tecnologia ocupa em demasia os espaços da nossa humanidade.
Veja-se como, em pleno verão, as esplanadas, os cafés, as praias, todos os espaços do quotidiano estão pejados de telemóveis, tablets e quejandos, como se a nossa vida se jogasse num monitor.
Esta é já, em metáfora, uma guerra entre humanos e máquinas, que estas ganham sem esforço.

Dizer isto não é pugnar pelo regresso a um mundo sem tecnologia, é defender os benefícios da desconfiança. Os poderes de distração e desumanização da internet explica-os Nicholas Carr no livro ‘Os Superficiais’, que responde ao desafio de McLuhan: "A resposta convencional ante todos os media, a de que o importante é como são usados, é a posição apática do idiota tecnológico". Quer vencer a apatia? Para começar, leia este livro!
opinião francisco j. gonçalves mundo terror verão
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)