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Francisco J. Gonçalves

Um ano para esquecer

Um ano em que Donald Trump é eleito é um ano para esquecer.

Francisco J. Gonçalves 21 de Dezembro de 2016 às 00:30
Um ano em que Donald Trump é eleito é um ano para esquecer. Quando, em janeiro, Irão e Arábia Saudita cortaram relações deixaram no ar um primeiro mau augúrio, sublinhando, na política atual, uma rutura religiosa tão antiga como a morte de Maomé. Este sinal destacou o que sabemos: que o mundo de hoje é assombrado por variantes radicais das guerras do Islão.

Com o ano no fim, essas sombras reafirmam-se, da Jordânia à Alemanha, passando pela Turquia. Vivemos um tempo que cheira a fim de império e o que se adivinha insinuar a repetição da expansão bárbara.

O assassínio do embaixador russo na Turquia lembra-nos outro vetor de tensões, com a reafirmação e aproximação de poderes rivais: Turquia e Rússia. O primeiro, país muçulmano laico, abeira-se do fim de uma história que o afastou das teias religiosas do império otomano. O segundo, país que sobrou do império soviético, quer recuperar território e influência e tornar-se um novo império.

O ano que chega traz incertezas renovadas. Mas uma certeza fica: Trump é o sinal do barbarismo que os civilizados Obamas, nos EUA e na UE, deixaram erguer-se ao alimentarem a ruína das democracias.
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