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Francisco José Viegas

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Durante os últimos três anos, a Presidência da República foi alvo de ataques violentos.

Francisco José Viegas 22 de Janeiro de 2016 às 00:30
Durante os últimos três anos, a Presidência da República foi alvo de ataques violentos, sobretudo da extrema-esquerda e também de algumas figuras do PS – a violência partidária e ‘ad hominem’ dirigida à mais alta figura do Estado (diferente da discordância pública, que deve sempre manifestar-se) significava ultrapassar uma linha sagrada.

Os poderes e a solenidade do PR foram arrasados por maiorias e interesses flutuantes, apenas com o objetivo de continuar a tradição de Salazar: manter um presidente diminuído, insultado na rua conforme as estratégias dos partidos, ou subserviente às seitas que vão à crista da onda. A larga maioria dos candidatos a estas eleições continua esse trabalho.

O golpe de misericórdia veio de Sampaio da Nóvoa, que declarou, como um demagogo populista, abdicar de benefícios atribuídos aos presidentes da República, como se se tratasse da simples reforma de um deputado. A sua irresponsabilidade traduziu-se numa ofensa ao cargo, à sua dimensão simbólica, aos antigos presidentes e ao povo que elege diretamente a mais alta figura do Estado.

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Citação do dia
"Maioria dos jovens é tão interessante como uma aplicação de telemóvel", Filipe Nunes Vicente, no blogue Nada o Dispõe à Acção

Sugestão do dia
Este fim de semana, a Livros do Brasil lança o segundo volume da ‘trilogia Snopes’, de William Faulkner – depois de ‘A Aldeia’ (publicado a meio do ano) é agora a vez de ‘A Cidade’; no final do verão será ‘A Mansão.
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