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Francisco José Viegas

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Em todos os livros, JRS combina a sua vontade de ficção com a falta de cultura histórica e de divulgadores de temas de história entre nós.

Francisco José Viegas 2 de Junho de 2016 às 01:45
Li três ou quatro livros de José Rodrigues dos Santos; ‘Codex 632’ é talvez o seu melhor, apesar da cena com sopa de peixe (leitores, procurem).

Há um motivo para isso – nesse livro, não quer explicar a fusão a frio, a existência de Deus, as dívidas soberanas ou a história da China; conta uma história que certamente desperta quem gosta de assuntos templários e teorias da conspiração. Ficção com ficção.

Li mais dois, e parei quando o chefe da CIA em Lisboa quis assassinar o personagem principal, Tomás Noronha, na altura escondido – com uma senhora, a quem explica as minudências da vida depois da morte – nas penumbras da Gulbenkian.

Achei um exagero e sou leitor de Robert Ludlum. Em todos os livros, JRS combina a sua vontade de ficção com a falta de cultura histórica e de divulgadores de temas de história entre nós.

No mais, é dedicado, vai aos arquivos, aos sítios, aprende chinês se necessário. Faz o seu trabalho, o seu modelo de romance popular. Isso faz dele o autor português mais vendido, mas isso é só isso: satisfaz o seu público, o que deve ser uma honra para um profissional.
José Rodrigues dos Santos literatura Lisboa Tomás Noronha Robert Ludlum
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