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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Francisco José Viegas

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Fiquem acordados.

Francisco José Viegas 15 de Junho de 2016 às 00:30
Os hóspedes de Lord Byron, na sua casa nas margens do lago de Genebra, formavam uma lista de respeito: além do seu médico – e autor, John William Polidori –, estavam o poeta Percy Shelley, a sua jovem companheira Mary Godwin, e ainda Claire Clairmont, antiga namorada de Byron e meia-irmã de Mary. Foi a eles que, numa noite do periclitante verão de 1816, Byron propôs que cada um escrevesse uma história de terror – um desafio divertido que resultou num conto de Polidori onde pela primeira vez na história da literatura aparece um vampiro, que mais tarde inspiraria Bram Stoker para o seu Drácula. Só dias depois Mary escreveu o seu, que iria transformar-se em livro em 1818, e no qual descreve o nascimento do ser monstruoso: ‘Frankenstein’. Mary Shelley, cuja vida daria para muitas biografias (Frankenstein teve mais popularidade do que a sua criadora), publicou-o sem o seu nome no frontispício. O dia glorioso em que nasceu Frankenstein (e, um pouco antes, a inspiração para Drácula) foi há 200 anos – que passam esta noite, entre as 2h e as 3h. Fiquem acordados.

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Citação do dia
"Cada adepto [no estágio da seleção] aparece umas 120 vezes num dia de TV"
Eduardo Cintra Torres, ontem, no CM

Sugestão do dia - Steiner
São 66 páginas de George Steiner; logo, não são apenas 66 páginas. ‘Fragmentos’ (Relógio d’Água) é construído como se fosse um manuscrito milenar agora descoberto. E é um texto extraordinário.

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