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Francisco José Viegas

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A visita do Presidente da República à Cova da Moura, este fim de semana, foi um sinal importante.

Francisco José Viegas 16 de Novembro de 2016 às 01:45
É uma das formas ancestrais de bondade, generosidade e sabedoria: respeitar o estrangeiro que vive na nossa terra. Em várias passagens da Bíblia vem essa recordação: "Pois tu foste estrangeiro." Numa terra despovoada, os imigrantes são uma garantia de renovação; e, numa terra envelhecida, são uma promessa de vitalidade. Reconhecer essas evidências é sinal de sabedoria.

Uma das formas de resgatar os imigrantes que vivem em Portugal – e de diminuir a formação de ‘ilhas étnicas’ onde o Estado é substituído por delinquentes – é o de recordar-lhes que devem respeitar as leis do País. Mas é preciso dar um sinal em troca.

A visita do Presidente da República à Cova da Moura, este fim de semana, foi um sinal importante. Ao contrário dos que reagiram à visita como tendo sido uma amostra do "populismo de Marcelo", eu acho que o Presidente deve visitar mais vezes a Cova da Moura. E o Bairro da Bela Vista em Setúbal. E a Quintas do Mocho ou da Fonte em Loures. E todos os lugares onde existam imigrantes ou portugueses. Esse ("estar presente") é o primeiro passo para evitar um país de guetos e de isolamento.
Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa Bairro da Bela Vista Cova da Moura
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