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Francisco José Viegas

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A RTP2 emitiu o último episódio de uma das melhores séries francesas recentes.

Francisco José Viegas 18 de Novembro de 2016 às 01:45
Anteontem, quarta-feira, a RTP2 emitiu o último episódio de uma das melhores séries francesas recentes, ‘Agência Clandestina’ (‘Bureau de Légendes’, com Mathieu Kassovitz) uma história de espionagem.

É uma série sobre a lealdade e o fim dos tempos, lidando com lugares-comuns da atualidade (Síria, Estado Islâmico, Irão, guerra das agências de informação) e sendo feita deles (sem o arsenal de meios da televisão americana), mas deixando perceber o essencial: ninguém sabe onde começam a traição e a dúvida – ou quando a espionagem se transforma em contraespionagem.

Houve quem pensasse, erradamente, que depois da Guerra Fria tinham acabado os ‘agentes secretos’; o Médio Oriente veio substituir outros cenários e em breve os grandes protagonistas e figuras da ficção de espionagem virão da China (leiam-se os romances de Mai Jia) e do Mediterrâneo (atenção à literatura turca).

‘Agência Clandestina’ termina com uma imagem de desespero; os guionistas preparam a terceira temporada, que chega em 2017 (tal como ‘Segurança Nacional’), percebendo que tudo está a evoluir em direções imprevistas.
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