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Francisco José Viegas

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As palavras e as visitas do Presidente da República podem tornar-se demasiado "omnipresentes e permanentes".

Francisco José Viegas 26 de Dezembro de 2017 às 00:30
As palavras e as visitas do Presidente da República podem tornar-se demasiado "omnipresentes e permanentes" – e hão de parecer excessivas. Mas é preciso deixar- -lhe um elogio quando se fala de Pedrógão Grande. Não fosse Marcelo, e a tragédia de Pedrógão seria diluída pela máquina de comunicação do Estado (mesmo assim, para alguns ‘aparatchiks’, os marcianos "da situação", mencionar Pedrógão é "fazer oposição") – mas o número de vítimas é poderoso. São nossas, portuguesas; nossos vizinhos; usavam a nossa língua; liam este jornal.

Somam-se às de outubro, é certo, mas são um exemplo que só esqueceremos daqui a muitos anos. Neste Natal, Marcelo não permitiu que fossem esquecidas ou diluídas pela propaganda. E fez mais: pediu que visitássemos o Interior, que déssemos vida às florestas e às vilas e aldeias do Interior, esses três quartos de território onde vive um quarto da população. E chamou a atenção para a resposta de Pedrógão à tragédia de Pedrógão – como o Interior tem de responder, também, à sangria do Interior. Não sei como. Mas tem de ser uma das preocupações do novo ano.

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Citação do dia
"O caminho para o Inferno é pavimentado com boas intenções", Rita Carreira ontem, no blogue A Destreza das Dúvidas 

Sugestão do dia: Livros do ano (6)
Mário Dionísio e o seu tempo: leia-se o minúsculo ‘Autobiografia’, reedição com prefácio de Luís Miguel Cintra, em que o professor, poeta e ensaísta fala de si. O original é de 1987. Edição da Casa da Achada.
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