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Helena Garrido

O mesmo filme?

Mário Centeno comprometeu-se com mais medidas. já vimos este filme.

Helena Garrido 12 de Fevereiro de 2016 às 00:30
A acentuada subida dos juros da dívida portuguesa não são obviamente a causa. São a consequência de termos regressado ao campo de visão dos investidores em tempos de tempestade financeira. Estamos a terminar a pior semana do ano dos mercados, com as bolsas a afundarem e os investidores a refugiarem-se em activos com maior protecção, como o ouro ou os títulos alemães de dívida pública.

A tempestade chegou na pior altura para Portugal. O Governo de António Costa merecia à partida a desconfiança dos investidores por ser apoiado, como se lê nos jornais financeiros internacionais, por um partido "radical de esquerda e pelos comunistas". A negociação em praça pública das contas para 2016, com Bruxelas a exigir mais medidas que o Governo acabou por dar, agravaram ainda mais a desconfiança. O Orçamento teve luz verde da Comissão Europeia mas com o selo de "risco de incumprimento". Conseguiu-se evitar o pior e inédito cenário: a devolução da proposta. Eis que o Eurogrupo, no dia da tempestade, vem dizer que Portugal aceitou preparar mais medidas. E assim fomos apanhados pela tempestade. Será que chegam estas "mais medidas" ou vamos entrar na espiral do "PEC IV"?
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