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Helena Garrido

Os perdões dos ministros

Os ministros são cada vez mais directores-gerais de uma administração pública em colapso.

Helena Garrido 19 de Setembro de 2014 às 00:30

Esta foi uma semana rica em pedidos de perdão. A ministra da Justiça pediu desculpa pelo buraco em que se transformou o Citius. O ministro da Educação pediu desculpa pelos enganos na fórmula que determina a ordem de colocação dos professores.

Os ministros merecem ser elogiados pelo reconhecimento dos erros. Mas isso não devia impedir que se apurassem responsabilidades. E que se retirassem lições. O que se passou com o Citius e com os professores são apenas mais dois entre vários casos reveladores do estado de colapso da administração pública.

Todos os anos há problemas mais ou menos dramáticos na colocação de professores, como se cada ano fosse o primeiro em que há escola em Portugal. No caso do Citius, é lamentável que não se tenha criado um mecanismo de regresso à origem como segurança para este tipo de riscos.

Os ministros estão cada vez mais directores-gerais de uma administração pública que é preciso reconstruir depois de sucessivos governos a terem destruído.

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