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J. Rentes de Carvalho

Dijsselbloem

O que compreendo menos são as dádivas solidárias de Dijsselbloem.

J. Rentes de Carvalho 23 de Março de 2017 às 00:30
Levado pelo entusiasmo calvinista, Dijsselbloem mandou uma indirecta a Luis de Guindos, e aos mais políticos que o norte da Europa carinhosamente trata por "comedores de alho", acrescentando na entrevista ao Frankfurter Allgemeine Zeitung: "Como social-democrata acho que a solidariedade é extremamente importante. Mas quem a solicita incorre também deveres". Fora estar de acordo, acho que nesse particular de bebedeiras e orgias, de facto se deve manter uma aparência nórdica.

O que compreendo menos, sobretudo porque ninguém lhas pediu, são algumas das "dádivas solidárias" de Dijsselboem, ministro da Finanças ( PvdA), como as de financiar um Instituto Neerlandês de Marrocos, em Rabat, para fomentar nos holandeses (!) um melhor entendimento do Islão "moderado"; os dois milhões de euros com que o anterior burgomestre de Amsterdam (idem PvdA) financiou a maior mesquita da cidade; os milhões de euros com que sua colega da Educação (PvdA) , financia a imprensa, a rádio e a televisão de expressão turca nos Países Baixos, esses "media" nada mais sendo do que o braço do presidente Erdogan, o mesmo que esta manhã anunciou que nenhum europeu se deve sentir salvo quando, na Europa ou fora dela, atravessa a rua.

Não é de estranhar que com estes solidários o PvdA, que dominou e a política neerlandesa durante meio século, tenha sofrido uma derrota eleitoral em que se arrisca a desaparecer da cena.
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