Barra Cofina

Correio da Manhã

Colunistas
2
Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Joana Amaral Dias

Pão nosso

Há bom ar mas pouco emprego. Muito mais coração mas pouca carteira.

Joana Amaral Dias 15 de Outubro de 2016 às 00:30
Um Orçamento de Estado é um teste revelador. Se há documento político que mostra as prioridades de um governo, as suas opções ou caminho é este. E este Orçamento revela que o rumo do país melhorou mas não mudou.

A política obcecada com o défice mantém-se. As medidas tapa-buracos continuam, a fragilidade persiste, a instabilidade fiscal prolonga-se. O investimento é anorético, não há um plano e um rumo para o país, os serviços públicos continuam feridos. Este orçamento cumpre as regras básicas da Europa e o sacrossanto três por cento, mas não vai gerar nem desenvolvimento nem crescimento. A economia continuará estagnada, sem vibração ou rasgo.

A melhor face deste orçamento, a que procura maior justiça fiscal, o respeito pela Constituição, pelas leis e pelos direitos, que faz reposições e reversões, tenta equilíbrios, efectivamente, melhora a coesão social. O ambiente fica mais respirável, diminui-se a crispação.
Enfim, este orçamento é político mas não económico. Há bom ar mas pouco emprego.

Muito mais coração mas pouca carteira. Esperemos que António Costa e a geringonça não cheguem a recomendar, como a Maria Antonieta, que à falta de pão comamos brioches.
Ver comentários