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Joana Amaral Dias

Penta-gémeos

BE e PCP apanhados com a mão enfiada no pote da marmelada.

Joana Amaral Dias 30 de Dezembro de 2017 às 00:30
Infelizmente, não faltam por aí deputados com tanta coluna como os moluscos ou tanta ética quanto os parasitas. Partidos políticos a fazerem leis que os beneficiam, a moverem-se pela calada e a terem duas caras, não é novidade, e processos como a lei do financiamento partidário já se verificaram várias vezes.

O que é novidade, mesmo novidade, digno de ano novo, são duas outras coisas: os supostamente impolutos e puros Bloco e Partido Comunista serem apanhados com a mão enfiada no pote da marmelada até ao cotovelo e, por outro lado, o engrossar de uma opinião pública cada vez mais exigente e intolerante à negociata.

Aliás, receando essa força viva alguns tentam diminuí-la apelidando-a de populista ou resumindo-a à fogueira inquisitorial das redes sociais. Mas até foi essa massa mais crítica e mais participativa que alimentou o Bloco que, por sua vez, até há umas semanas (já a lei do financiamento partidário decorria no parlamento) afirmava com um orgulho infantilóide que nunca votaria ao lado do PSD.

Afinal, votou, estava a votar, e o país acordou após tréguas natalícias para perceber que eles são mesmo todos iguais. O BE e o PC até já vieram afirmar que votaram a favor mas discordam. Se não são, parecem. E em política o que parece, é.

Mesmo e a doer.
Bloco e Partido Comunista BE PSD PC política
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