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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

João Botelho

Imagens flutuantes

É aceitável que a honesta Alemanha ganhe 100 mil milhões com a desgraça da Grécia?

João Botelho 13 de Agosto de 2015 às 00:30
Experimentem por um dia abandonar o mundo, não ligar nem atender o telemóvel. Encarem o sossego como dádiva, esqueçam o nojo do mundo. O nosso pequeno e o outro, o grande. Não pela desistência, não pela alienação, mas pela saúde mental e pela recuperação de forças. Não tarda nada, é preciso combater. "Pensava estar a ser vítima de delírio, depois recuperei a razão e foi então que eu pensei que estava louco", fazia dizer Orson Welles a um vulgar herói num dos seus filmes.

Ver o rosto ensanguentado de Nazira Barakzay, o nariz desfeito à cotovelada pelo grande líder islamista David Munir, e aceitar a explicação de Moisés Espírito Santo (com um nome destes não havia ele de ser especialista em religiões!) que no Islão o marido tem o "direito de bater e castigar a mulher"? Em Lisboa, nem Deus nem Allah podem ser invocados para justificar a selvajaria dos homens sexualmente frustados.

Em que nome polícias brancos continuam a matar jovens negros desarmados nos EUA, essa pátria do povo, pelo povo e para o povo, 50 anos depois da grande marcha da Alabama?

É aceitável que a honesta Alemanha ganhe 100 mil milhões com a desgraça da Grécia e dos seus preguiçosos habitantes, que devem ter trabalhado e produzido alguma coisa porque o dinheiro não cai do céu?

E a candidatura do pobre António Costa, aliás um bom candidato para afastar do poder os actuais intermediários da venda da pátria, a ser destruída por uma aliança luso-brasileira (meu Deus o Edson Ataíde ainda existe?) numa campanha vergonhosa, para não dizer infame, como se todos os portugueses fossem candidatos ao Preço Certo, esse extraordinário serviço público que a RTP nos oferece?

Bem vistas as coisas, esta irmandade tem razão de continuar a existir: uma pequena loja de oiro na baixa lisboeta será sempre irmã de uma oficina de lavagem (a jacto) de automóveis num qualquer canto do Brasil.

Valha-nos o padre Roberto, esse fenómeno dos arredores de Gaia, quase igual ao profeta Elias, mas sem Xanax, que iniciou a peregrinação a Compostela (pelo caminho francês, refira-se) para nos livrar dos males que nos afligem. ‘Canelas para a frente’, como afirmava o último cartaz de promoção da ultima candidata às autárquicas.

Não ouçam, fechem os olhos, deixem flutuar as imagens. Leiam romances.
PS: Já terão sido encontrados os dois Brueghel de Duarte Lima? Como era possível o descaradamente pobre ex-ministro de Cavaco ter três?
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