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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

João Pereira Coutinho

Sair da gaiola

Com o terrorismo à solta, a Europa devia fazer outras perguntas.

João Pereira Coutinho 30 de Julho de 2016 às 01:45
Tenho um amigo israelita que costuma dizer: antes de procurares as causas do terrorismo, tenta saber como neutralizar os terroristas. Haverá maior sapiência? Sim, é importante conhecer o radicalismo islâmico e as utopias insanas de quem luta pelo Califado. Ou, para os comediantes, saber se o terrorismo se explica com ‘as guerras do Bush’, a exclusão social ou os distúrbios do miolo.

Mas, no meio de tanta sabedoria, era bom ouvir considerações mais, digamos, prosaicas. O que deve fazer a Europa com as suas fronteiras – externas e internas – no contexto actual? Estaremos dispostos a ceder algumas liberdades para um reforço de segurança? Em caso afirmativo, quais? E, por falar em segurança, que meios e métodos devem fazer parte do pacote?

Entendo que esta conversa lançaria no desemprego os nossos papagaios ambulantes. Mas é a única conversa que importa quando há mortos a enterrar.
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