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João Vaz

À espera dum Catão

Não se trata de qualquer erro.

João Vaz 22 de Novembro de 2015 às 00:30
Não se trata de qualquer erro. É mesmo de Catão e não de Costa que mais interessa falar. Político romano de antes de Cristo, Marco Pórcio Catão, o Antigo (234 AC- 149 AC) recebeu o apelido de Catão pela sua sabedoria prática, sagacidade política e disciplina moral. Entre os conterrâneos era escolhido como árbitro das suas disputas e eleito para os representar nos poderes públicos.

Disciplinado e defensor da moral pública, denunciou no Senado gastos exorbitantes de um general que lhe respondeu que "contasse as vitórias e não o dinheiro". O inquérito senatorial não encontrou provas do esbanjamento, mas Catão manteve as suas convicções. Vincou sempre contraste entre o seu governo de rigor e o desbarato de outros. Com ele, a justiça administrava-se com razoável imparcialidade, os corruptos eram perseguidos.

Após quatro anos e meio de um governo que fez o mais feroz confisco fiscal a quem vive do trabalho, não mexeu uma palha na reforma do Estado e passou o tempo a declarar-se surpreendido com as realidades – a última foi o 0% no reembolso da sobretaxa no IRS –, Catão era o governante que convinha. Haja quem o queira imitar.
opinião João Vaz
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