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João Vaz

A pesada herança

O embaraço com o futuro é evidente.

João Vaz 15 de Março de 2015 às 00:30

António Costa e o PS enfrentam dificuldades no delinear do programa de Governo. Como Paulo Morais explicou no ‘Fogo Contra Fogo’, da CMTV, a gestão governativa está minada por faturas a pagar às Parcerias Público-Privadas (PPP) que paralisam a iniciativa política nas Finanças. Após a reeleição de 2009, José Sócrates tratou de carregar os pagamentos das PPP para depois do final da sua legislatura. Agora, quem ajouja com a pesada herança é um provável governo de António Costa.

No tempo de Sócrates, como nos outros, os deputados da maioria aprovaram às cegas, a mando do chefe do partido que encabeçava o executivo. O sistema eleitoral põe na Assembleia da República, em listas ordenadas e fechadas, os escolhidos pelo Chefe de Governo e líderes das oposições. Não há independência de poderes e a democracia degenera num regime de fachada. Sem uma grande percentagem de eleitos uninominais que sejam diretamente responsabilizados pelos votantes, sobejam heranças pesadas e obscuras. Os partidos devem ser associações de políticos e um não esquema de distribuição de ‘tachos’ e delapidação dos bens do Estado. 

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