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João Vaz

História dos resultados

A projeção dos resultados eleitorais, após o encerramento das mesas de voto, tem uma história curiosa de adaptação à realidade e às tecnologias.

João Vaz 4 de Outubro de 2015 às 00:30
A projeção dos resultados eleitorais, após o encerramento das mesas de voto, tem uma história curiosa de adaptação à realidade e às tecnologias. Quando a primeira lei eleitoral do pós-25 de Abril proibiu, em 1974, a divulgação de sondagens desde dois meses antes da votação, já nos EUA ou no Reino Unido não havia condicionamento a sondagens nem à propaganda eleitoral.

A redução da proibição aos atuais dois dias, legislada em 2000, não se fez, porém, sem recuos. Em 1979, a proibição de sondagens aumentou para 80 dias (desde a marcação da eleição) e a projeção de resultados foi atacada pelo PCP, que viu nela o xeque-mate à aura da sua máquina partidária. Mas nem só o PCP se inquietou. Segundo me contou Serras Gago, ao tempo líder da equipa de sondagens da RTP, também Eurico de Melo, ministro da Administração Interna da AD, em 1980, mostrou preocupação: - É o computador que dá o resultado das eleições?, perguntou-lhe ele. – É sim, senhor ministro. – E se ele diz que ganhou a UDP, o que faz? – Desligo, porque não estará a funcionar bem. – Desliga mesmo, promete? – Sim, esteja descansado, senhor ministro.
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